Pronto. Agora Ethan quer ser advogado. De tanto ouvir as pessoas dizerem que daria um bom advogado (pelos comentários que já conhecemos), ele agora abraçou a causa.
Eu, para tentar desviar, disse: “Hum, então você desistiu de ser presidente?”
“Não, mãe. Eu posso ser as duas coisas, presidente e advogado”.
Enfim, para dar ideia do que pode vir a ser, vou contar a última tirada que fez alguém dizer: “Aline, esse tem que ser advogado, viu?!” E eu disse algo do tipo: “Não sei se isso é um elogio!”
Enfim, fomos para a orla acompanhar uns superherois, amigos do Papai Noel – e o próprio – descerem de para-quedas para as crianças. No final, subiriam num carro do corpo de bombeiros e entregariam presentes para crianças carentes (não gosto desse termo, mas preciso me fazer entender). O amiguinho e sua irmã receberia presentes comprados e colocados no meio dos outros que os superherois entregariam. Então veio a questão: E Ethan? Bom, ele foi para a fila, mas logo avisaram: “Eles entregam primeiro para as crianças que não tem dinheiro para comprar. Então, é melhor você você ver se sobra algum, depois que elas receberem!”.
Por que?, perguntou Ethan. Foi pra lá, pra cá, inconformado. Não fechava a ideia em sua cabeça. Logo voltou e disse:
“Mas eu não tenho dinheiro, quem tem dinheiro são vocês (os adultos)!”